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Alcione Nazareth: A Voz que Elevou o Samba Brasileiro

"Alcione, conhecida como 'A Voz do Samba', em performance no palco. Seu vestido colorido e expressão apaixonada refletem sua energia característica, enquanto canta com o microfone próximo ao rosto."

Infância e Início Musical

Nascida em 21 de novembro de 1947, em São Luís do Maranhão, Alcione Dias Nazareth cresceu imersa na musicalidade. Filha de um mestre de banda da Polícia Militar, aprendeu trompete e clarinete ainda criança. Aos 12 anos, já se apresentava na orquestra do pai.

Formou-se professora primária, mas foi demitida por ensinar música aos alunos. Esse episódio a levou a dedicar-se totalmente à carreira artística.

A Mudança para o Rio e os Primeiros Passos no Samba

Em 1967, Alcione mudou-se para o Rio de Janeiro, onde começou a cantar em casas noturnas como o Little Club. Participou de programas de calouros e, após se destacar, assinou contrato com a TV Excelsior, dando início à sua trajetória no samba.

"Alcione Nazareth, a cantora e ícone do samba brasileiro, sorrindo durante apresentação musical. Veste traje elegante e segura microfone, com palco iluminado ao fundo."

O Estouro Nacional e os Clássicos do Samba

Seu primeiro álbum, “A Voz do Samba” (1975), lançou o hino “Não Deixe o Samba Morrer”, consolidando-a como uma das maiores intérpretes do gênero. Nos anos seguintes, discos como “Pra Que Chorar” e “Sufoco” venderam centenas de milhares de cópias, tornando-se essenciais na história da música brasileira.

Anos 1980: O Auge da Carreira

Nessa década, Alcione dominou as paradas com sucessos como:

  • “Meu Ébano”
  • “Gostoso Veneno”
  • “Nem Morta”
  • “Garoto Maroto”

O álbum “Fruto e Raíz” (1986) foi um marco, vendendo 700 mil cópias e solidificando seu lugar no hall dos grandes nomes da MPB.

Reinvenção nos Anos 1990 e 2000

Nos anos 1990, explorou novos ritmos, como MPB e bolero, em discos como “Profissão Cantora” (1993) e “Celebridade” (1994). Já nos anos 2000, suas músicas viraram trilhas de novelas, como “Meu Ébano”, tema da novela “América”.

Legado Cultural e Social

Além da música, Alcione sempre esteve envolvida em causas sociais:

  • Fundou a Escola Mirim Mangueira do Amanhã (1987)
  • Ajudou a criar o Clube do Samba, ao lado de Clara Nunes e Martinho da Vila
  • É madrinha de projetos de empreendedorismo para jovens
  • Fundou a ONG Amigos do Bem, atuando no sertão nordestino

Reconhecimentos e Prêmios

Ao longo da carreira, acumulou:

  • Mais de 350 prêmios, incluindo um Grammy Latino
  • Discos de ouro e platina
  • Homenagens da ONU e do governo brasileiro
  • Título de Cidadã Honorária em vários estados

Alcione Hoje: Uma Lenda Viva

Aos 76 anos, Alcione segue ativa, seja nos palcos ou em projetos sociais. Em 2024, foi homenageada pela Mangueira no Carnaval com o enredo “A Negra Voz do Amanhã”, celebrando sua trajetória e influência na cultura brasileira.

Sua voz, seu samba e sua história continuam inspirando gerações. 🎶🇧🇷

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